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Um novo olhar da Odontologia


Não é novidade alguma quando dizemos que a Odontologia está progressivamente se dividindo em mais especialidades, com profissionais cada vez mais bem preparados para determinado tipo de tratamento ou paciente.

Para se ter uma idéia da diversificação dentro da odonto-logia, o CFO reconhece, ao todo, as 19 diferentes especia-lidades listadas abaixo. Mas a diversidade da odontologia não pára por aí: além das especialidades oficialmente reconhecidas pelo CFO, ainda há profissionais que se dedicam a outras áreas.

 


A tendência é que essas áreas cresçam, e que os profis-sionais se preparem ainda melhor para elas, com cursos de especialização e aperfeiçoamento específicos. Entre as áreas que vêm crescendo recentemente, mostrando uma grande demanda de profissionais especializados, está a O-dontohebiatria – destinada ao tratamento de adolescentes.

Uma área de futuro

A adolescência é uma fase com-plicada na maioria das vezes. É jus-tamente a transição entre a in-fância e a idade adulta – não são mais crianças, mas ainda não po-dem ser tratados como adultos –, ou seja, existem muitas peculia-ridades pertencentes a essa época.

Quando o assunto é Odontologia, a situação não é diferente. Os pa-cientes entre 10 e 20 anos não se sentiriam a vontade no consultório de um odontopediatra, mas necessitam de um tratamento diferenciado, já que não são adultos e possuem motivos específicos que os levam a um consultório odontológico.

É justamente para suprir essa demanda que cada dia mais cresce o número de profissionais especializados em atender justamente essa faixa etária: o odontohebiatra.

Conhecendo mais a fundo

A palavra odontohebiatria é formada pelos radicais gregos odonto e hebiatria. Hebiatria deriva de Hebe, conhecida como a deusa da juventude na mitologia grega.
 


Hebe, a deusa da juventude

Embora ainda não seja reconhecida como uma especia-lidade pelo Conselho Federal de Odontologia, o número de profissionais que se dedicam à área tem crescido, graças à procura desses pacientes por tratamento específico.

Tanto o pré-adolescente quanto o adolescente represen-tam um público diferenciado. É uma fase marcada por várias transformações biopsicossociais, e o profissional precisa estar atento a essas mudanças para poder prestar o devido atendimento.

Confiança acima de tudo

O primeiro passo para um bom tratamento odontológico para esses pacientes em especial é a confiança. O adolescente precisa ver no dentista um amigo, alguém com quem ele possa conversar sobre qualquer assunto, sem constrangimentos. Um diálogo aberto entre o dentista e seu paciente pode ajudar a desvendar a causa de muitos problemas. Esse vínculo de confiança entre paciente e profissional deve ser conquistado logo na anamnese.

Uma garota que utiliza anticoncepcional apresenta diminuição na absorção das vitaminas C, B6 e B12, o que pode causar sangramento gengival. Se a adolescente não confiar no dentista a ponto de contar que faz uso de anticoncepcionais (mesmo que seus pais não saibam), será mais difícil solucionar o problema que poderia ser solucionado com uma simples prescrição de complexos vitamínicos.

O mesmo pode-se dizer com relação ao uso de drogas. Em uma simples consulta odontológica – observando-se o aparecimento de manchas – pode-se saber se a pessoa consome drogas ou não. É muito importante ter um diálogo aberto com o paciente nesses casos, alertando sobre a possibilidade de comprometimento do colo do dente e de outros problemas.
 

A questão estética

Não há como negar que na adolescência a preocupação com a estética é muito presente. Em “seu mundo”, ter uma boa aparência é essencial, para não dizer fundamental.

O odontohebiatra será muito procurado por adolescentes interessados em clarear os dentes ou colocar piercings ou jóias nos dentes. É preciso ter a confiança do adolescente e usar a mesma linguagem que ele para explicar os prós e contras dessas atitudes.

• Piercing e jóias dentais

 

Quando um adolescente chega ao consultório dentário interessado em colocar um piercing na língua ou em colocar uma jóia no dente, é preciso explicar sobre o risco de infecções e fraturas dentárias que isso pode trazer.

 

É necessário orientá-lo correta-mente com relação aos cuidados e aconselhar a utilização de ma-teriais que tenham um risco reduzido de infecções.

• Clareamento dental

 

A procura por esse tipo de tratamento também é bastante comum entre os adolescentes. Mas é importante que o clareamento seja feito após a dentição estar completa, ou seja, em meninas maiores de 16 anos e meninos maiores de 18 anos.

Tratamentos mais comuns

O profissional especializado em odontohebiatria deve estar preparado para as principais técnicas e tratamentos procurados por seus pacientes.

Além dos tratamentos de função puramente estética – como a colocação de piercings e o clareamento de dentes já citados anteriormente – também são muito comuns as cirurgias e os tratamentos ortodônticos de todos os tipos. Entre os problemas comuns nessa faixa etária podemos citar: 

A retenção tardia de dentes decíduos, que pode fazer com que os dentes permanentes causem um impacto nos dentes decíduos;

O 3º molar incluso, que pode influenciar diretamente na posição dos demais dentes;

Os casos de dentes supranumerários, que podem ser resolvidos com cirurgia.

 

Os demais tratamentos, como implante, restaurações, canal e problemas periodontais, também fazem parte do dia-a-dia do odontohebiatra.

Para se especializar

Por ser uma área em expansão, o número de cursos e livros sobre o assunto também tem crescido bastante. Entre os livros que tratam sobre Odontohebiatria podemos citar o “Manual de Odontohebiatria” dos professores Sandra Kalil Bussadori e Milton Masuda, publicado em 2005.

Para quem quiser se especializar, é só procurar um dos cursos oferecidos pelo Brasil, como o “Conceitos atuais e tratamentos modernos em Odontopediatria e Odonto-hebiatria”, oferecido pela Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD de São Paulo. A próxima turma terá início a partir do dia 19 de setembro, com duração de cinco meses. Para saber mais sobre o curso, clique aqui
ou acesse www.eap.org.br.

 

 

 
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