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20/9/2014
 
Matéria

- Periodontia
Proteínas da gengiva podem ser úteis para tratar periodontite

teste

Estudos realizados em modelos animais na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP mostram que um sistema de proteínas existente no sangue, chamado sistema renina-angiotensina (SRA), que, entre outras ações, auxilia no controle da pressão arterial, pode ser a chave para novos tratamentos da doença periodontal. “Em testes realizados com ratos, constatamos que o SRA também está presente no tecido gengival dos animais”, conta o professor Carlos Ferreira dos Santos, da disciplina de Farmacologia da FOB. Estudos do grupo liderado por ele, ainda não publicados, evidenciaram que drogas usadas para controlar a pressão arterial podem atenuar a periodontite, que foi induzida experimentalmente em ratos. “Mas os experimentos em humanos ainda estão distantes”, avisa o pesquisador.

Segundo Santos, para que os testes sejam feitos em humanos, ainda há um longo caminho e muitas pesquisas devem ser realizadas. Ele acredita que num prazo mínimo de cinco ou seis anos poderá se pensar em sistemas de liberação, no tecido gengival, de medicamentos específicos que afetam o SRA com o intuito de atenuar a progressão da doença periodontal, mas sem os efeitos colaterais de quando esses medicamentos são administrados por via oral (portanto sistemicamente) para baixar a pressão arterial. “É possível se imaginar o desenvolvimento de sistemas de liberação lenta dos medicamentos que afetam o SRA apenas nos tecidos bucais, como já existe para o flúor”, descreve.

O SRA tem como principal resultado final a produção de um peptídeo vasoativo a partir da ação conjunta de proteínas produzidas e/ou localizadas em diferentes órgãos como rins, fígado e pulmões. “Este conjunto de proteínas, produzidas ou localizadas nesses órgãos, no sangue levam à formação da angiotensina II, um peptídio que contrai vasos sangüíneos, auxiliando no controle da pressão arterial, entre outras funções”, explica Santos.

Cooperação

Os estudos do pesquisador sobre o SRA tiveram início em 1995 nos programas de mestrado e doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, sob orientação e co-orientação dos professores Maria Cristina de Oliveira Salgado e Eduardo Brandt Oliveira, respectivamente. Porém, somente a partir de 2004 o cientista estabeleceu os primeiros indícios, na FOB, de que o conjunto de proteínas do SRA poderia se localizar no tecido gengival de animais.

Atualmente, Santos coordena um grupo de pesquisadores que estudam o tema. Nos EUA mantém uma parceria com cientistas de Milwaukee, do Medical College of Wisconsin, onde no ano passado realizou estágio de pós-doutorado sob a supervisão do Dr. Andrew Seth Greene.


Testes comprovaram que o SRA
também está presente na gengiva dos animais

Um artigo científico, derivado de uma tese orientada por Santos, da doutoranda Ana Eliza Akashi, que trata justamente das descobertas do SRA no tecido gengival dos animais, acaba de receber a distinção de “descoberta científica”, pela revista norte-americana Journal of Periodontology. Também fazem parte do grupo de estudos os alunos de doutorado Marta da Cunha Lima, Bella Luna Colombini Ishikiriama e Caio Márcio Figueiredo, e o especialista em laboratório Thiago José Dionísio. Além deles, outro cientista norte-americano, o Dr. Daniel Thomas Brozoski, permanecerá no laboratório de Farmacologia por dois anos, sob a supervisão de Santos. “Esta equipe irá atuar nos próximos passos na confirmação de evidências para possíveis testes em humanos. Haverá mais pesquisas com animais, seguidos de estudos epidemiológicos e clínicos. Há um longo caminho”, ressalta o pesquisador.

Periodontite

A doença periodontal resulta de um processo inflamatório que acomete os tecidos em torno dos dentes (gengiva, ossos e ligamentos de suporte). Se não tratada, pode levar à perda dos dentes.

O tratamento, segundo Santos consiste na eliminação das bactérias pela retirada do tártaro (cálculo) e da placa bacteriana (biofilme). “É uma terapia principalmente mecânica, mas que pode ter o auxílio de antiinflamatórios e antibióticos adequados”, explica.

Mais informações: (14) 3235-8282, com o professor Carlos Ferreira dos Santos, ou no e-mail cebola@usp.br

Fonte: Antonio Carlos Quinto / Agência USP

Estudos realizados em modelos animais na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP mostram que um sistema de proteínas existente no sangue, chamado sistema renina-angiotensina (SRA), que, entre outras ações, auxilia no controle da pressão arterial, pode ser a chave para novos tratamentos da doença periodontal. “Em testes realizados com ratos, constatamos que o SRA também está presente no tecido gengival dos animais”, conta o professor Carlos Ferreira dos Santos, da disciplina de Farmacologia da FOB. Estudos do grupo liderado por ele, ainda não publicados, evidenciaram que drogas usadas para controlar a pressão arterial podem atenuar a periodontite, que foi induzida experimentalmente em ratos. “Mas os experimentos em humanos ainda estão distantes”, avisa o pesquisador.

Segundo Santos, para que os testes sejam feitos em humanos, ainda há um longo caminho e muitas pesquisas devem ser realizadas. Ele acredita que num prazo mínimo de cinco ou seis anos poderá se pensar em sistemas de liberação, no tecido gengival, de medicamentos específicos que afetam o SRA com o intuito de atenuar a progressão da doença periodontal, mas sem os efeitos colaterais de quando esses medicamentos são administrados por via oral (portanto sistemicamente) para baixar a pressão arterial. “É possível se imaginar o desenvolvimento de sistemas de liberação lenta dos medicamentos que afetam o SRA apenas nos tecidos bucais, como já existe para o flúor”, descreve.

O SRA tem como principal resultado final a produção de um peptídeo vasoativo a partir da ação conjunta de proteínas produzidas e/ou localizadas em diferentes órgãos como rins, fígado e pulmões. “Este conjunto de proteínas, produzidas ou localizadas nesses órgãos, no sangue levam à formação da angiotensina II, um peptídio que contrai vasos sangüíneos, auxiliando no controle da pressão arterial, entre outras funções”, explica Santos.

Cooperação

Os estudos do pesquisador sobre o SRA tiveram início em 1995 nos programas de mestrado e doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, sob orientação e co-orientação dos professores Maria Cristina de Oliveira Salgado e Eduardo Brandt Oliveira, respectivamente. Porém, somente a partir de 2004 o cientista estabeleceu os primeiros indícios, na FOB, de que o conjunto de proteínas do SRA poderia se localizar no tecido gengival de animais.

Atualmente, Santos coordena um grupo de pesquisadores que estudam o tema. Nos EUA mantém uma parceria com cientistas de Milwaukee, do Medical College of Wisconsin, onde no ano passado realizou estágio de pós-doutorado sob a supervisão do Dr. Andrew Seth Greene.


Testes comprovaram que o SRA
também está presente na gengiva dos animais

Um artigo científico, derivado de uma tese orientada por Santos, da doutoranda Ana Eliza Akashi, que trata justamente das descobertas do SRA no tecido gengival dos animais, acaba de receber a distinção de “descoberta científica”, pela revista norte-americana Journal of Periodontology. Também fazem parte do grupo de estudos os alunos de doutorado Marta da Cunha Lima, Bella Luna Colombini Ishikiriama e Caio Márcio Figueiredo, e o especialista em laboratório Thiago José Dionísio. Além deles, outro cientista norte-americano, o Dr. Daniel Thomas Brozoski, permanecerá no laboratório de Farmacologia por dois anos, sob a supervisão de Santos. “Esta equipe irá atuar nos próximos passos na confirmação de evidências para possíveis testes em humanos. Haverá mais pesquisas com animais, seguidos de estudos epidemiológicos e clínicos. Há um longo caminho”, ressalta o pesquisador.

Periodontite

A doença periodontal resulta de um processo inflamatório que acomete os tecidos em torno dos dentes (gengiva, ossos e ligamentos de suporte). Se não tratada, pode levar à perda dos dentes.

O tratamento, segundo Santos consiste na eliminação das bactérias pela retirada do tártaro (cálculo) e da placa bacteriana (biofilme). “É uma terapia principalmente mecânica, mas que pode ter o auxílio de antiinflamatórios e antibióticos adequados”, explica.

Mais informações: (14) 3235-8282, com o professor Carlos Ferreira dos Santos, ou no e-mail cebola@usp.br

Fonte: Antonio Carlos Quinto / Agência USP

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