Portal Open
Doutor W
 
  » Revista > Artigos    
  Untitled Document
Untitled Document
 
22/7/2014
 
Matéria

- Geral
Reabsorção radicular

teste

Exame de sangue pode detectar o problema ainda em sua fase inicial

Algumas pessoas, depois de fazerem tratamento ortodôntico ou terem seus dentes danificados por algum acidente, apresentam reabsorção radicular. A RRE – Reabsorção Radicular Externa – acontece quando as raízes de alguns dentes perdem volume. O problema, que atinge de 5 a 10% da população mundial, é uma seqüela decorrente de um tratamento endodôntico, ortodôntico ou periodontal, quando o organismo humano produz anticorpos que acabam destruindo as proteínas desses dentes.

Em situações normais, as células blásticas e clásticas são responsáveis por manter as estruturas periodontais de suporte. Mas, devido ao desequilíbrio funcional, as raízes dos dentes que sofreram trauma ou tratamento ortodôntico perdem volume.

A perda de material radicular é imprevisível e pode ter conseqüências graves. Em alguns casos a raiz diminui em seu comprimento até chegar ao ponto de comprometer o suporte mastigatório desempenhado pelo dente, podendo até causar sua queda.

Como acontece a reabsorção

Normalmente as reabsorções radiculares ocorrem no ápice da raiz, seguido pelas superfícies mesial, vestibular, distal e lingual respectivamente. Os dentes mais afetados são os incisivos laterais superiores, os incisivos centrais superiores e os incisivos inferiores.

Um dente pode sofrer reabsorção radicular quando há uma pressão muito forte exercida sobre ele. Essa pressão faz com que surjam lacunas no cemento dos dentes. Quando a pressão diminui, atingindo uma força de até 26 g/cm2, a reabsorção radicular cessa e as lacunas se reparam em um período de 35 a 70 dias. O reparo acontece devido à migração de cementoblastos para a superfície onde houve reabsorção.

Tratamento ortodôntico

Como a força exercida sobre os dentes pode causar reabsorção, ela costuma atingir pacientes que passaram ou passam por tratamento ortodôntico. A estrutura de suporte do dente é composta pelo cementoblasto, pelo osso alveolar e pelo ligamento periodontal. Quando as forças ortodônticas excedem o nível de 20 a 26 g/cm2, elas causam isquemia no ligamento periodontal e, como conseqüência, podem levar à reabsorção radicular.

O cemento apresenta uma resistência bem maior à reabsorção do que o osso alveolar, mas nem por isso deixa de sofrer reabsorção também. As células que absorvem as raízes – os odontoclastos – possuem características citológicas e funcionais bastante parecidas com as dos osteoclastos.

A reabsorção radicular, quando ligada à Ortodontia, pode estar ligada a vários fatores. Um fator que pode influenciar na reabsorção é o tamanho dos dentes. Como já foi dito, alguns dentes – entre eles os incisivos centrais e laterais superiores – são mais suscetíveis a ela. Os dentes com raízes cônicas, ápices pontiagudos ou dilacerações também podem levar à reabsorção.

A aplicação da força ao longo do tratamento está diretamente ligada ao surgimento de problemas com reabsorção radicular. As forças em excesso aumentam o risco de se adquirir o problema, principalmente se elas forem pesadas e contínuas. Para evitar o problema, é preferível optar por tratamentos que utilizem forças leves. Os intervalos no tratamento também são indispensáveis para que o cemento se recupere caso haja absorção.

A idade também pode influenciar no aparecimento da reabsorção radicular. O problema é bem mais suscetível em adultos. As estruturas e suporte de dentes adultos reagem de maneira diferente devido ao fato da membrana periodontal tornar-se menos vascular, aplástica e estreita, já que o osso fica mais denso e o cemento mais largo.

Também podem levar à RRE, alguns tipos de movimento dentário. Os principais são: a inclinação prolongada de anteriores, a translação em massa prolongada de dentes pequenos, a intrusão e o torque extenso em dentes anteriores.

Para evitar problemas com RRE durante os tratamentos ortodônticos, alguns procedimentos são recomendáveis. Além da utilização de forças leves e intermitentes, também se recomenda um tratamento no menor tempo possível. Se o tratamento for muito longo, é aconselhável que se façam pausas durante o tratamento, para que os dentes possam se restabelecer.

Outras causas

O tratamento ortodôntico não é o único que pode causar reabsorção radicular externa. Pessoas que sofrem algum tipo de traumatismo dentário também podem desenvolver RRE. Isso acontece porque alguns traumas causam danos na membrana periodontal que podem levar à reabsorção radicular.

A RRE também está ligada a fatores sistêmicos, como problemas endocrinológicos, entre eles o hipotireoidismo, o hipopituitarismo e o hiperpituitarismo. Alguns fatores nutritivos também estariam relacionados à reabsorção radicular.

Em relação à predisposição hereditária para a reabsorção, ainda é muito discutida, mas há grandes possibilidades de haver ligação entre a genética e as reabsorções radiculares.

Identificação do problema

Uma das maneiras de se identificar a reabsorção radicular em um paciente é através de um exame de raio-X. O exame pode identificar uma área radiolúcida com bordas irregulares localizada em diferentes áreas da raiz.

Por isso o controle radiográfico de pacientes que passam por tratamento ortodôntico – ou de pacientes que sofreram alguma lesão por trauma – é de extrema importância. É preciso fazer um controle com radiografias iniciais, intermediárias e finais, para detectar alguma possível alteração.

O maior empecilho, quando falamos no exame radiológico para a detecção da RRE é que o exame só consegue detectar a reabsorção quando ela já se encontra em um nível avançado.

Avanços da tecnologia

Pensando nisso, o professor da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP Alberto Consolaro desenvolveu um método que permite diagnosticar a reabsorção radicular através de um exame de sangue.

A reabsorção da raiz ocorre quando o sistema imunológico do organismo produz anticorpos que destroem as proteínas do leite. Esses anticorpos circulam pela corrente sangüínea, permitindo que apenas uma gota de sangue seja capaz de detectá-los. O teste também poderia ser feito com saliva ou lágrima, que também seriam capazes de detectar os anticorpos.

O exame desenvolvido pelo professor Alberto Consolaro poderia ser aplicado pelo cirurgião dentista no próprio consultório e funcionaria como os exames feitos a base de uma gota de sangue para medir o nível de glicose em pacientes diabéticos. Esse método possibilitaria que o dentista diagnosticasse a RRE ainda em sua fase inicial, aumentando as chances de solucionar o problema de outra maneira que não seja a extração do dente.

 

Exame de sangue pode detectar o problema ainda em sua fase inicial

Algumas pessoas, depois de fazerem tratamento ortodôntico ou terem seus dentes danificados por algum acidente, apresentam reabsorção radicular. A RRE – Reabsorção Radicular Externa – acontece quando as raízes de alguns dentes perdem volume. O problema, que atinge de 5 a 10% da população mundial, é uma seqüela decorrente de um tratamento endodôntico, ortodôntico ou periodontal, quando o organismo humano produz anticorpos que acabam destruindo as proteínas desses dentes.

Em situações normais, as células blásticas e clásticas são responsáveis por manter as estruturas periodontais de suporte. Mas, devido ao desequilíbrio funcional, as raízes dos dentes que sofreram trauma ou tratamento ortodôntico perdem volume.

A perda de material radicular é imprevisível e pode ter conseqüências graves. Em alguns casos a raiz diminui em seu comprimento até chegar ao ponto de comprometer o suporte mastigatório desempenhado pelo dente, podendo até causar sua queda.

Como acontece a reabsorção

Normalmente as reabsorções radiculares ocorrem no ápice da raiz, seguido pelas superfícies mesial, vestibular, distal e lingual respectivamente. Os dentes mais afetados são os incisivos laterais superiores, os incisivos centrais superiores e os incisivos inferiores.

Um dente pode sofrer reabsorção radicular quando há uma pressão muito forte exercida sobre ele. Essa pressão faz com que surjam lacunas no cemento dos dentes. Quando a pressão diminui, atingindo uma força de até 26 g/cm2, a reabsorção radicular cessa e as lacunas se reparam em um período de 35 a 70 dias. O reparo acontece devido à migração de cementoblastos para a superfície onde houve reabsorção.

Tratamento ortodôntico

Como a força exercida sobre os dentes pode causar reabsorção, ela costuma atingir pacientes que passaram ou passam por tratamento ortodôntico. A estrutura de suporte do dente é composta pelo cementoblasto, pelo osso alveolar e pelo ligamento periodontal. Quando as forças ortodônticas excedem o nível de 20 a 26 g/cm2, elas causam isquemia no ligamento periodontal e, como conseqüência, podem levar à reabsorção radicular.

O cemento apresenta uma resistência bem maior à reabsorção do que o osso alveolar, mas nem por isso deixa de sofrer reabsorção também. As células que absorvem as raízes – os odontoclastos – possuem características citológicas e funcionais bastante parecidas com as dos osteoclastos.

A reabsorção radicular, quando ligada à Ortodontia, pode estar ligada a vários fatores. Um fator que pode influenciar na reabsorção é o tamanho dos dentes. Como já foi dito, alguns dentes – entre eles os incisivos centrais e laterais superiores – são mais suscetíveis a ela. Os dentes com raízes cônicas, ápices pontiagudos ou dilacerações também podem levar à reabsorção.

A aplicação da força ao longo do tratamento está diretamente ligada ao surgimento de problemas com reabsorção radicular. As forças em excesso aumentam o risco de se adquirir o problema, principalmente se elas forem pesadas e contínuas. Para evitar o problema, é preferível optar por tratamentos que utilizem forças leves. Os intervalos no tratamento também são indispensáveis para que o cemento se recupere caso haja absorção.

A idade também pode influenciar no aparecimento da reabsorção radicular. O problema é bem mais suscetível em adultos. As estruturas e suporte de dentes adultos reagem de maneira diferente devido ao fato da membrana periodontal tornar-se menos vascular, aplástica e estreita, já que o osso fica mais denso e o cemento mais largo.

Também podem levar à RRE, alguns tipos de movimento dentário. Os principais são: a inclinação prolongada de anteriores, a translação em massa prolongada de dentes pequenos, a intrusão e o torque extenso em dentes anteriores.

Para evitar problemas com RRE durante os tratamentos ortodônticos, alguns procedimentos são recomendáveis. Além da utilização de forças leves e intermitentes, também se recomenda um tratamento no menor tempo possível. Se o tratamento for muito longo, é aconselhável que se façam pausas durante o tratamento, para que os dentes possam se restabelecer.

Outras causas

O tratamento ortodôntico não é o único que pode causar reabsorção radicular externa. Pessoas que sofrem algum tipo de traumatismo dentário também podem desenvolver RRE. Isso acontece porque alguns traumas causam danos na membrana periodontal que podem levar à reabsorção radicular.

A RRE também está ligada a fatores sistêmicos, como problemas endocrinológicos, entre eles o hipotireoidismo, o hipopituitarismo e o hiperpituitarismo. Alguns fatores nutritivos também estariam relacionados à reabsorção radicular.

Em relação à predisposição hereditária para a reabsorção, ainda é muito discutida, mas há grandes possibilidades de haver ligação entre a genética e as reabsorções radiculares.

Identificação do problema

Uma das maneiras de se identificar a reabsorção radicular em um paciente é através de um exame de raio-X. O exame pode identificar uma área radiolúcida com bordas irregulares localizada em diferentes áreas da raiz.

Por isso o controle radiográfico de pacientes que passam por tratamento ortodôntico – ou de pacientes que sofreram alguma lesão por trauma – é de extrema importância. É preciso fazer um controle com radiografias iniciais, intermediárias e finais, para detectar alguma possível alteração.

O maior empecilho, quando falamos no exame radiológico para a detecção da RRE é que o exame só consegue detectar a reabsorção quando ela já se encontra em um nível avançado.

Avanços da tecnologia

Pensando nisso, o professor da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP Alberto Consolaro desenvolveu um método que permite diagnosticar a reabsorção radicular através de um exame de sangue.

A reabsorção da raiz ocorre quando o sistema imunológico do organismo produz anticorpos que destroem as proteínas do leite. Esses anticorpos circulam pela corrente sangüínea, permitindo que apenas uma gota de sangue seja capaz de detectá-los. O teste também poderia ser feito com saliva ou lágrima, que também seriam capazes de detectar os anticorpos.

O exame desenvolvido pelo professor Alberto Consolaro poderia ser aplicado pelo cirurgião dentista no próprio consultório e funcionaria como os exames feitos a base de uma gota de sangue para medir o nível de glicose em pacientes diabéticos. Esse método possibilitaria que o dentista diagnosticasse a RRE ainda em sua fase inicial, aumentando as chances de solucionar o problema de outra maneira que não seja a extração do dente.

 

Enviar para um amigo Comentar Imprimir Comunicar Erros
 

»Investimento
De acordo com levan-tamento da FMUSP, doações de planos de saúde cresceram 760% em relação a 2002.

»Investigando
Pesquisa de dentista feita com múmias pe-ruanas pode enriquecer investigações na área de ciência forense.
Confira
 
 
voltar  
 
@wwow.com.br
Copyright© 2005-2008
Todos os direitos reservados à Eyeshot

O que é isso?