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  12/12/2017  
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Criação de uma política nacional de comunicação sobre a saúde bucal

A comunicação deve ser reconhecida como a grande propulsora das políticas públicas, muito mais do que um simples instrumento de divulgação. Por isso, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) defende a implementação de uma política nacional de comunicação, não necessariamente relacionada a campanhas de mídia de massa.

Ações como a inclusão da higiene bucal no currículo transversal do ensino básico e a distribuição de material informativo nas escolas podem fazer toda a diferença. Também a utilização de canais alternativos – como sindicatos, confederações, associações, ONGs – para levar informação de qualidade aos usuários finais e o envolvimento da rede odontológica para campanhas específicas sobre câncer bucal, endocardite bacteriana e hepatite C são estratégias que devem ser consideradas.

Propostas como estas integram um documento que o CFO entregou, no ano passado, aos candidatos à presidência da República, intitulado “O que esperamos do próximo presidente do Brasil”.

O acesso à informação é um direito do indivíduo. Este é o entendimento sobre comunicação pública nas democracias do mundo inteiro. O cidadão deve receber informação de qualidade por meio de mensagens que incentivem a sua inserção na sociedade e o exercício de seus direitos. Infelizmente, no Brasil, informações sobre serviços públicos vitais, como os da saúde pública, ainda não alcançam a totalidade da população, deixando de fora os segmentos mais carentes. A dificuldade de acesso às informações gera descrédito do serviço público perante o cidadão. Muitas vezes, o serviço é oferecido, mas é desconhecido da sociedade.

O CFO acredita que a democratização da informação é o melhor caminho para a transparência e o respeito à cidadania, incentivando o uso dos serviços públicos gratuitos, como aqueles oferecidos no âmbito da saúde bucal, especialmente por parte das comunidades mais necessitadas.

O que esperamos do governo federal na comunicação das políticas públicas

O grande desafio da instituição é manter uma comunicação permanente, integrada e objetiva sobre a saúde bucal. Com isso, esperamos aumentar o conhecimento da população sobre o Programa Brasil Sorridente e reduzir a incidência de enfermidades relacionadas à saúde bucal.

Para isso, a instituição recomenda criar e implementar política de comunicação de massa sobre saúde bucal; realizar campanhas nacionais periódicas sobre prevenção do câncer bucal, endocardite bacteriana, hepatite C, diabetes e outras; realizar campanhas nacionais periódicas voltadas para gestantes, idosos e crianças e incluir a higiene bucal nos conteúdos transversais do ensino básico.

Indicadores: proposição, aprovação e implementação de uma política de comunicação de massa e verba orçamentária federal “carimbada” para campanhas periódicas.

A pesquisa Datafolha realizada para o CFO, em 2014, apontou que parte significativa da população brasileira não conhece os seus direitos e menos ainda as ações desenvolvidas em seu favor pelo Programa Brasil Sorridente.

Na última informação que tivemos, o governo federal investiu R$ 761 milhões em propaganda no exercício de 2013, apenas na Administração Direta. Contando a Administração Indireta, o valor alcançou mais de R$ 2,3 bilhões. Constata-se, assim, que não faltam recursos para campanhas de utilidade pública – aquelas que alertam, informam e educam a população para problemas de saúde. É preciso priorizar o investimento.

A demanda do CFO para a Presidência da República não está relacionada a campanhas de mídia de massa, mesmo que elas sejam desejáveis e algumas vezes indispensáveis, no entanto, é mais eficiente, antes delas, produzir e distribuir material informativo nas escolas, por meio das prefeituras. É preciso utilizar canais alternativos, como sindicatos, confederações, associações, ONGs para levar informação de qualidade aos usuários finais. É fundamental usar a rede odontológica para campanhas específicas sobre câncer bucal, endocardite bacteriana, hepatite C e mensagens exclusivas para públicos mais expostos a enfermidades, como gestantes, idosos e crianças. O objetivo é combinar informação com educação, envolvendo todos os agentes que atuam no Programa Brasil Sorridente em torno de um plano de comunicação integrada em prol da saúde bucal no país.

A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles sabiam que, por lei, todo brasileiro tem direito ao atendimento, à prevenção, à assistência e à reabilitação da saúde bucal. Apenas 32% responderam que sabiam, e somente 29% consideraram que esse direito está sendo plenamente atendido. Inquiridos sobre o conhecimento do Programa Brasil Sorridente, que completou 10 anos em 2014, apenas 32% responderam que sim, conhecem. Dentro do universo pesquisado, o percentual indica que mais de 100 milhões de pessoas acima de 16 anos nunca ouviram falar dessa iniciativa estratégica que sintetiza a política pública de saúde bucal no país. E apenas 7%, que equivalem a pouco mais de 3 milhões de pessoas, informam que conhecem e estão bem informadas sobre o programa.

O Datafolha fez uma pergunta completa para testar ainda mais o nível de conhecimento sobre o Brasil Sorridente: O Brasil Sorridente é um programa do governo federal que oferece tratamento odontológico gratuito e próteses, por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. O Brasil Sorridente tem centros de especialidades odontológicas, Laboratórios de Prótese Dentária e equipes de saúde bucal. Aqui na sua cidade tem o programa Brasil Sorridente? Mais da metade dos entrevistados (55%) respondeu que não sabia, 33% que não existia e 12% que o serviço era, sim, oferecido. Novamente, a resposta denota que há grande problema de comunicação, já que o programa cobre 89% dos municípios e apenas 12% da população sabem, com certeza, que o atendimento é oferecido na sua cidade.

Uma das ações mais consistentes dos programas de saúde bucal no país é a educação quanto à higiene. Pelos números captados pelo Datafolha, as iniciativas nesse campo têm funcionado ao longo dos anos. A pesquisa perguntou quantas vezes os brasileiros escovam os dentes ao dia. Quarenta e nove por cento (49%) responderam que escovam os dentes três vezes por dia, 57% utilizam fio dental e 51% costumam usar enxaguante bucal. Outra pergunta trouxe uma resposta que remete à necessidade de melhor comunicação: 53% dos entrevistados entendem que seus direitos não estão sendo respeitados no que se refere ao atendimento odontológico público. Sem dúvida, isso é um indicativo da premente necessidade de comunicação para o programa.

Fonte: CFO

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