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Um pouco sobre heterodontia

Butler aplicou a Teoria do Campo Morfogenético para explicar a diferença entre os dentes

 

Esse capítulo da História da Odontologia vai tratar da heterodontia. Afinal, por que os dentes apresentam diferentes formatos e como eles ficam assim? Como todas as questões na Odontologia, há várias teorias que buscam chegar a uma resposta.

 

Uma das teorias mais aceitas é a de Butler, que aplicou a Teoria do Campo Morfogenético nos dentes. A Teoria do Campo Morfogenético diz o seguinte: um embrião pode ser visto como um mosaico de campo organizacional e, nesse “campo”, cada célula segue um caminho próprio, que é único.

 

Com os dentes, aconteceria algo parecido. Butler afirma que a arcada dentária pode ser dividida em três regiões: a região dos incisivos, a região dos caninos e a região dos molares. Em cada uma dessas regiões, há um dente que serviria como matriz, carregando as informações diferenciais para transmitir aos outros dentes da região.

 

Diagrama do Conceito de Butler sobre o Campo Morfogenético


 

Região dos caninos: A região que melhor ilustra a Teoria de Butler é a região dos caninos. Isso por haver somente um exemplar nessa classe. Os caninos são dentes bastante estáveis e quase nunca são ausentes. 

 

Região dos incisivos: A região dos incisivos é bastante diversa entre cada pessoa, principalmente com relação aos incisivos laterais. Eles costumam variar no formato e, em alguns casos, podem ser ausentes.

 

Região dos molares: Nessa região, é o primeiro molar permanente que vai servir de padrão para os outros. Os segundos e terceiros molares são progressivamente menores, pois no fundo da arcada o padrão não é tão claro.

 

Paleontólogos afirmam que os dentes que hoje nós conhecemos como primeiro e segundo pré-molares são, na verdade, os terceiros e quartos pré-molares. Os mamíferos primitivos possuíam quatro pré-molares, mas o primeiro e o segundo foram perdidos praticamente juntos.

 

Outras aplicações

 

A Teoria de Butler não fala apenas da existência de dentes que trariam as informações diferenciais em si para transmitir aos outros de sua região. De acordo com a Teoria do Campo que Butler aplicou na odontologia, qualquer evento na arcada dentária deve gerar um efeito em qualquer outro lugar ao longo da arcada. Por exemplo, quando um ou mais dentes são ausentes, é muito provável que outros dentes sejam ausentes ou, pelo menos, menores no tamanho.   

 

E as aplicações da Teoria do Campo não param por aqui. Ela é bastante aplicada em conjunto com outras teorias, dando vida nova a trabalhos experimentais.

 
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