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Odontologia no Brasil - Parte II

Das Escolas aos Estatutos

 

Logo que a ocupação de tirar dentes tornava-se cada vez mais comum no cotidiano das cidades, muitos dentistas franceses vieram ao Brasil trazendo o que havia de mais moderno na Odontologia mundial.

 

Algum tempo depois, em 1839, é criada em Baltimore (EUA), a primeira escola de Odontologia do mundo, o Colégio de Cirurgia Dentária. Esse fato fez com que, a partir de 1840, começassem a chegar ao Brasil dentistas dos EUA, que aos poucos suplantaram os franceses. Entre eles estava Clintin Van Tuyl, o primeiro a fazer uso do clorofórmio para anestesia, em casos específicos.

 

Muitos outros dentistas norte-americanos chegam ao Brasil, em grande parte fugindo da Guerra da Secessão, que durou de 1861 até 1865. Em contrapartida, muitos brasileiros se dirigiam até os EUA para estudar e aperfeiçoar suas técnicas e conhecimento odontológico, uma vez que este país era o pioneiro na evolução científica da área. 

 

Dentro desse contexto, novos estatutos foram aprovados para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1854. A nomeação de seu diretor, Dr. José Martins de Cruz Jobim, contribuiu para o desenvolvimento da profissão nas regiões mais desenvolvidas do país. Então, em setembro de 1869 é lançada a primeira revista odontológica do Brasil, “Arte Dentária”.

 

A Odontologia no Brasil, contudo, ainda precisava de um líder para que seu ensino fosse definitivamente instituído. Essa importante figura deveria aglutinar as aspirações e compreender as dificuldades encontradas pelos profissionais. A figura que veio preencher essa lacuna foi Vicente Cândido Sabóia, também conhecido como Visconde de Sabóia. Ao assumir direção da Faculdade de Medicina, em 1880, atualiza o ensino alinhando-o à Odontologia praticada nos centros mais desenvolvidos. Cria também o laboratório de prótese dentária, equipado com aparelhos norte-americanos.

 

Em 1879, uma reformulação estatuária da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, definia que “a cada uma das faculdades de Medicina ficam anexos uma escola de farmácia, um curso de obstetrícia e outro de cirurgia dentária”. Surgia então um curso específico a quem quisesse se dedicar à Odontologia. Em 4 de julho de 1879, a decisão do Império n° 10 estabelecia que os aprovados no curso de cirurgia dentária, seria atribuído o título de Cirurgião Dentista.

 

A organização e reconhecimento da profissão avançavam de forma acelerada. Em 1881, no Regulamento para os exames das Faculdades de Medicina constava que “Os cirurgiões-dentistas que quiserem se habilitar para o exercício de sua profissão passarão por duas séries de exames: o primeiro de anatomia, histologia e higiene. O segundo de operações e próteses dentárias”.

Aguarde o último capítulo dessa história: a oficialização do ensino e o panorama atual. Não perca!

 
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