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4/3/2026
 
Matéria

- Periodontia
Osteoporose e os dentes

teste

A osteoporose é um dos problemas que mais afeta a população da terceira idade em todo o mundo. Com o passar dos anos, a atividade me-tabólica do tecido ósseo diminui, retardando os processos de reabsorção e formação óssea.  A absorção dos ossos velhos é mais rápida do que a produção de ossos novos e, dessa maneira, os ossos tornam-se mais frágeis e quebradiços.

A redução da densidade mineral óssea é denominada Osteopenia e quando essa redução é mais severa, em que os ossos apresentam maior risco de fratura, temos a osteoporose.


Tecido ósseo normal e com osteoporose
 
 

A população feminina costuma ser mais vulnerável à osteopo-rose quando comparada com a masculina. Estudos mostram que 56% das mulheres com 50 anos ou mais apresentam redução na densidade mineral óssea e 16% apresentam osteoporose. No grupo dos homens na mesma faixa etária, a redução na densidade mineral atinge 18%.

A osteoporose costuma atingir mais as mulheres de pele clara e orientais, principalmente na época da menopausa. A queda na produção de hormônios como a progesterona e o estrogênio levam a uma diminuição na formação de novos ossos. A reposição hormonal é muito importante para evitar tanto esse problema como outros provenientes da menopausa. 

Embora em menor freqüência, a osteoporose também pode afetar os homens, principalmente durante o período denominado andropausa. A queda na produção hormonal (no caso dos homens da testosterona) também provoca deficiência na retenção de cálcio, um dos minerais essenciais para a formação óssea. 

Osteoporose e odontologia 

A osteoporose pode afetar a densidade mineral óssea de diversas partes do corpo, inclusive dos ossos maxilares. A reabsorção óssea dos maxilares influencia diretamente na fixação dos dentes junto à mandíbula. Um grau severo de perda na densidade óssea pode levar à perda de dentes naturais e dificultar a fixação de próteses e implantes. 

A queda de dentes naturais e dores na gengiva podem ser sintomas da osteoporose. O profissional da odontologia deve prestar muita atenção a esses sintomas, pois a osteoporose dificilmente é diagnosticada, a não ser que haja alguma fratura. A ocorrência de dentes frágeis e dificuldade na fixação de próteses e implantes pode ser um sinal de que há algo de errado. 

Doença periodontal

A diminuição na densidade mineral do osso alveolar também pode levar a outras compli-cações. Devido ao enfraquecimento dos dentes, as cáries e outras doenças bucais tornam-se mais suscetíveis. Entre elas estão as doenças periodontais.

Não se pode afirmar com certeza que a osteoporose e a menopausa sejam a causa da doença periodontal. Estudos recentes mostram a osteoporose como um fator de risco para a doença periodontal, ou, no mínimo, um fator que pode aumentar a severidade de doenças pré-existentes. 

Entre as várias pesquisas sobre o assunto que existem, podemos citar como exemplo a realizada pela Universidade de Taubaté - UNITAU. Para observar a relação entre a osteoporose causada pela menopausa e a doença periodontal, a UNITAU realizou uma pesquisa com mulheres que se encontravam na idade da menopausa, todas atendidas pelo Hospital Universitário da UNITAU. 

Como pré-requisito, todas as mulheres deveriam apresentar pelo menos 10 dentes na cavidade bucal e já se encontrarem na menopausa. A pesquisa serviu para avaliar as condições pe-riodontais encontradas nessas mulheres, comparando-as com o nível de estrogênio e o grau de osteoporose. 

O grupo de controle da pesquisa foi constituído por mulheres com mais de 35 anos e com pelo menos 10 dentes na boca. Porém, essas mulheres não deveriam apresentar histórico de menopausa. 

A primeira diferença entre as mulheres pertencentes ao grupo de controle e as que sofriam de menopausa foi com relação ao número de dentes perdidos. Enquanto no grupo de controle a média era de 7,6 dentes ausentes, a média entre as mulheres com nível de estrogênio deficiente passava para 11,8.

Resultados em aberto

O estudo realizado pela UNITAU procurou uma relação entre a osteoporose, a menopausa e a doença periodontal, mas os resultados não permitiram chegar a uma conclusão, apenas a sugestões. Uma das dificuldades do estudo foi conseqüência da seleção dos participantes: o mínimo de 10 dentes na cavidade bucal. Isso porque a maioria das mulheres que procuram atendimento no Hospital da UNITAU é desdentada, devido à sua condição socioeconômica. 

Da mesma maneira que a ausência de dentes pode ser resultado de um outro motivo (como foi no caso das mulheres da UNITAU), a doença periodontal também pode ser causada por outros motivos como estresse, tabagismo, genética, diabetes, gravidez e também pela osteoporose. Mas é sempre complicado analisar a doença de um ponto de vista específico e deixar outros fatores de lado.


Independente dos resultados conseguidos até hoje através das pesquisas, o importante é que o cirurgião dentista permaneça atento com relação aos sinais da osteoporose na saúde bucal e aconselhe seu paciente a iniciar um tratamento, pois quanto antes a osteoporose for descoberta, menor será o seu grau e mais brandas serão as suas conseqüências.

A osteoporose é um dos problemas que mais afeta a população da terceira idade em todo o mundo. Com o passar dos anos, a atividade me-tabólica do tecido ósseo diminui, retardando os processos de reabsorção e formação óssea.  A absorção dos ossos velhos é mais rápida do que a produção de ossos novos e, dessa maneira, os ossos tornam-se mais frágeis e quebradiços.

A redução da densidade mineral óssea é denominada Osteopenia e quando essa redução é mais severa, em que os ossos apresentam maior risco de fratura, temos a osteoporose.


Tecido ósseo normal e com osteoporose
 
 

A população feminina costuma ser mais vulnerável à osteopo-rose quando comparada com a masculina. Estudos mostram que 56% das mulheres com 50 anos ou mais apresentam redução na densidade mineral óssea e 16% apresentam osteoporose. No grupo dos homens na mesma faixa etária, a redução na densidade mineral atinge 18%.

A osteoporose costuma atingir mais as mulheres de pele clara e orientais, principalmente na época da menopausa. A queda na produção de hormônios como a progesterona e o estrogênio levam a uma diminuição na formação de novos ossos. A reposição hormonal é muito importante para evitar tanto esse problema como outros provenientes da menopausa. 

Embora em menor freqüência, a osteoporose também pode afetar os homens, principalmente durante o período denominado andropausa. A queda na produção hormonal (no caso dos homens da testosterona) também provoca deficiência na retenção de cálcio, um dos minerais essenciais para a formação óssea. 

Osteoporose e odontologia 

A osteoporose pode afetar a densidade mineral óssea de diversas partes do corpo, inclusive dos ossos maxilares. A reabsorção óssea dos maxilares influencia diretamente na fixação dos dentes junto à mandíbula. Um grau severo de perda na densidade óssea pode levar à perda de dentes naturais e dificultar a fixação de próteses e implantes. 

A queda de dentes naturais e dores na gengiva podem ser sintomas da osteoporose. O profissional da odontologia deve prestar muita atenção a esses sintomas, pois a osteoporose dificilmente é diagnosticada, a não ser que haja alguma fratura. A ocorrência de dentes frágeis e dificuldade na fixação de próteses e implantes pode ser um sinal de que há algo de errado. 

Doença periodontal

A diminuição na densidade mineral do osso alveolar também pode levar a outras compli-cações. Devido ao enfraquecimento dos dentes, as cáries e outras doenças bucais tornam-se mais suscetíveis. Entre elas estão as doenças periodontais.

Não se pode afirmar com certeza que a osteoporose e a menopausa sejam a causa da doença periodontal. Estudos recentes mostram a osteoporose como um fator de risco para a doença periodontal, ou, no mínimo, um fator que pode aumentar a severidade de doenças pré-existentes. 

Entre as várias pesquisas sobre o assunto que existem, podemos citar como exemplo a realizada pela Universidade de Taubaté - UNITAU. Para observar a relação entre a osteoporose causada pela menopausa e a doença periodontal, a UNITAU realizou uma pesquisa com mulheres que se encontravam na idade da menopausa, todas atendidas pelo Hospital Universitário da UNITAU. 

Como pré-requisito, todas as mulheres deveriam apresentar pelo menos 10 dentes na cavidade bucal e já se encontrarem na menopausa. A pesquisa serviu para avaliar as condições pe-riodontais encontradas nessas mulheres, comparando-as com o nível de estrogênio e o grau de osteoporose. 

O grupo de controle da pesquisa foi constituído por mulheres com mais de 35 anos e com pelo menos 10 dentes na boca. Porém, essas mulheres não deveriam apresentar histórico de menopausa. 

A primeira diferença entre as mulheres pertencentes ao grupo de controle e as que sofriam de menopausa foi com relação ao número de dentes perdidos. Enquanto no grupo de controle a média era de 7,6 dentes ausentes, a média entre as mulheres com nível de estrogênio deficiente passava para 11,8.

Resultados em aberto

O estudo realizado pela UNITAU procurou uma relação entre a osteoporose, a menopausa e a doença periodontal, mas os resultados não permitiram chegar a uma conclusão, apenas a sugestões. Uma das dificuldades do estudo foi conseqüência da seleção dos participantes: o mínimo de 10 dentes na cavidade bucal. Isso porque a maioria das mulheres que procuram atendimento no Hospital da UNITAU é desdentada, devido à sua condição socioeconômica. 

Da mesma maneira que a ausência de dentes pode ser resultado de um outro motivo (como foi no caso das mulheres da UNITAU), a doença periodontal também pode ser causada por outros motivos como estresse, tabagismo, genética, diabetes, gravidez e também pela osteoporose. Mas é sempre complicado analisar a doença de um ponto de vista específico e deixar outros fatores de lado.


Independente dos resultados conseguidos até hoje através das pesquisas, o importante é que o cirurgião dentista permaneça atento com relação aos sinais da osteoporose na saúde bucal e aconselhe seu paciente a iniciar um tratamento, pois quanto antes a osteoporose for descoberta, menor será o seu grau e mais brandas serão as suas conseqüências.

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